ESPAÇO DE OPINIÃO

Espaço aberto a quem quiser comentar participando com opiniões, que serão publicadas aqui, sobre como decorre o Mundial de Futebol Brasil 2014 e das seleções que participam ou participaram.
Portugal despediu-se do Mundial com uma vitória sobre a seleção do Gana e terminou a sua participação sem cumprir o objectivo proposto de passar a fase de grupos. Eu diria que depois de assistir ao jogo fiquei com a sensação de que faltaram forças e alguma pouca sorte para concretizar as 4 ou 5 oportunidades de golo e passarmos à fase seguinte. Mas não passamos, e isso é o que fica desta participação. E do que li nas diversas crónicas nos jornais e tv a mensagem era unânime - Falhanço. Depois é ouvir o debate ou ler as opiniões dos diversos "treinadores de bancada" com as criticas sobre o que levou a esse "falhanço": idade dos jogadores e por isso necessidade de ter sido feita uma renovação da seleção, Cristiano Ronaldo com jogos a mais nas pernas, jogadores lesionados que acabaram convocados, estágios mal feitos e hoteis sem condições, falta de adaptação ao clima, modelo de jogo e outros que não dá para me alongar mais. Talvez muita boa gente esperasse mais desta seleção levada pelo 5º lugar no Ranking dos Países 2013/14 da UEFA e pela ilusão daquele jogo memorável, que eu vou lembrar para o resto da vida, com a Suécia e com um jogador fora de série, que aparece muito de vez em quando (o primeiro que tivemos foi Eusébio que não vi jogar), levar Portugal a participar neste Mundial. Por isso "falhanço" era não irmos ao Brasil. Fomos e curiosamente das 4 seleções da europa acima de nós no Ranking apenas a Alemanha ainda lá está. Outras seleções como, Espanha - campeã do Mundo, Inglaterra, Itália, Russia, com mais responsabilidade de fazer melhor foram eliminadas nesta fase. Há que trabalhar na formação mais e melhor para com esperança conseguirmos "fabricar" mais uns Ronaldos rapidamente que permita a Portugal encarar as participações em campeonatos da Europa e Mundiais com um melhor futuro.(J.A.)
Depois do resultado do Brasil-Alemanha (1-7) na meia final do Campeonato do Mundo de Futebol 2014, chora o povo e adepto da seleção Brasileira não só pela eliminação mas pelo humilhante e impensável resultado em "casa" perante uma Alemanha que sabe jogar futebol. E depois das derrotas vêm as criticas, como sempre foi e será. Já toda a gente sabe que as criticas à organização do evento e aos custos da sua organização através de manifestações que foram surgindo antes, durante e agora depois, faz-me lembrar e recuar ao Euro 2004 em Portugal, onde se questionaram o porquê de um investimento tão grande em infraestruturas, quando existiam outras prioridades e podendo o retorno do investimento ser na melhor das hipóteses nulo. No Euro 2004 foram construídos 10 estádios que custaram 665 milhões de euros. Entre custos de manutenção e pagamento da dívida à banca, os estádios construídos (Algarve, Aveiro, Braga, Coimbra e Leiria) são uma fonte de prejuízos para as autarquias envolvidas: Estádio do Algarve, das câmaras de Faro e de Loulé, tem um custo diário de cerca de 10 mil euros, cerca de 3,6 milhões de euros por ano, sem público e que só serviu para os jogos do Europeu. Estádio Cidade de Coimbra, que a Câmara de Coimbra cedeu à equipa da Académica, concessionado a uma empresa privada, com uma média de espectadores que não fazem o requisito minimo para poder dar lucro. Em Braga, o pagamento do empréstimo de 20 anos à banca representa cerca de 10% no orçamento anual da câmara. Segundo um vereador da cidade os encargos são "o equivalente à compra de um Ferrari". Em Leiria, durante três anos, o contrato em apreço fez com que a empresa municipal pagasse à União de Leiria, em vez de receber. O estádio teve quatro milhões de euros de prejuízos no ano de 2005 e cerca de três milhões em 2006. A União de Leiria deixou mesmo de realizar jogos no estádio, tendo-se deslocado para o estádio da Marinha Grande. Em Aveiro, o estádio custa aos munícipes cerca de 3,5 milhões de euros por ano, tendo-se até ponderado a sua demolição. no porto, o Estádio do Bessa Século XXI, onde a equipa do Boavista jogava, foi alvo de penhoras por dividas do clube e administração ruinosa que levou o clube a baixar de divisão e ir parar aos tribunais até 2014, ano de retorno ao escalão principal. Sobraram quatro estádios onde jogam os principais clubes de Portugal (FC Porto, SL Benfica, Sporting CP) e o estádio remodelado do Vitória de Guimarães, na cidade de Guimarães, que escapam devido ao grande numero de adeptos que os apoiam. Enquanto o evento durar com a ilusão de uma presença e vitória na final, o povo e adepto vai aguentando e esquecendo, sorrindo com as desgraças dos outros. O pior é quando o sonho desaba e acaba repentinamente num jogo fatídico e sem explicação como o que aconteceu no Brasil - Alemanha, onde a probabilidade da derrota estava no subconsciente de quem é realista e sabe o que é um jogo de futebol, só não está e perde toda a razão e sentido quando se é goleado e humilhado na nossa própria casa por uns expressivos 1-7. Aquela explicação para a derrota por um lance infeliz, uma jogada de gênio, uma decisão por penalti deixa de existir e é esse pormenor que faz a diferença entre a frustração de perder (como Portugal perdeu contra a Grécia naquela final do Euro 2004 em casa por 1-0 já no final do jogo) com uma explicação minimamente razoável, se é que por vezes existe, e a que aconteceu nesta meia final que ficará gravada por muitos e muitos anos na cabeça do povo brasileiro. O pior estará para vir, quando se constatar que o dinheiro investido afinal não trouxe o tão propalado retorno como fizeram crer os entendidos do desporto-rei.(J.A.)
Em qualquer revista/jornal desportivo que leia existe uma crónica do Mundial e invariavelmente escreve-se sobre a nomeação do melhor jogador da Copa. E invariavelmente escreve-se sobre Messi. E as questões e pressupostos sobre tal nomeação (até Joseph Blatter veio dizer que estava surpreendido.....) levam todos na generalidade a questionarem o porquê da FIFA escolher um jogador, que na opinião de quase todos, não fez um mundial à altura do seu real valor. Eu digo quase todos porque pelos vistos quem votou na eleição para o melhor jogador do Mundial FIFA 2014 ou não devem ter visto jogo nenhum e votaram pelo nome ou fizeram um sorteio numa jantarada e a sorte sorriu a Messi. Melhor do que ele, neste Mundial, e só da seleção da Argentina, temos Ángel Di María (enquanto jogou foi o motor desta seleção) e Javier Mascherano (o homem que ocupava todo o campo a atacar e defender). Já nem vou falar de outros porque senão estaria a falar de pelo menos uns dez jogadores acima de Messi. Portanto senhores da FIFA e outros ligados ao mundo do futebol será melhor nos almoços e jantares trocar o vinho pela água mineral não vá um dia ser eleito um jogador que nem tenha participado no campeonato.(J.A.)

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